Capa
Sob o Signo do Desejo


Editorial
Editorial
M. Tiago Paixão

Ensaio [texto-dramático]
A Calema, o Solilóquio
Muriel de Walle Gomes

Humpty-Dumpty [reportagem]
La mujer de plata en Salamanca e o poema de Yolanda Castaño
Hugo Milhanas Machado
(RE)SER(VADO)
Yolanda Castaño
Highway to Heaven
Yolanda Castaño

Lugar da Mancha [prosa]
O Sono é Primo da Morte
Ilídio J.B. Vasco
Breves Narrativas
Tiago Falcoeiras
John Doe: Modelo da Personagem Humana
Rui Alberto
Imparidades
Nuno M. Ferreira
Book Cell
Muriel de Walle Gomes
CP
Nuno M. Ferreira
A Boca dos Amigos
César Parreira

Post Scriptum [ensaio]
Camões transformado e re-montado: o caso de Herberto Helder
Rui Torres
Mito e Morte nos Media
Lara Ramos

Syllepsis [poesia]
Cinzas
Maria Rocha
Hipnose: Redemption
Maria Rocha
A Cold Condolence
Maria Rocha
Demissão
M. Tiago Paixão
Entresol
M. Tiago Paixão
Cântico
Hugo Milhanas Machado
Sou marinheiro aporto somente uma vez por ano. Então amo urgentemente.
Hugo Milhanas Machado
Dormir no
Fernando de las Heras
En la Vigilia
Fernando de las Heras

Câmara [crítica]
Notas para uma aproximação à escultura de Ângelo de Sousa
Emília Pinto de Almeida

Satyr [texto humorístico]
O Estranho Mundo de Kafka
Vitor Vicente
Ikaïlanen Turünen
Adriano Barão

Separadores
#1
Hugo Milhanas Machado
#2
Ilídio J.B. Vasco
#3
Sophia Pereira
#4
Ilídio J.B. Vasco
#5
Ilídio J.B. Vasco
#6
Ilídio J.B. Vasco
#7
Sophia Pereira
#8
Sophia Pereira

Contra-Capa
Fundação


EDITORIAL


a mão que escreve talvez não faça mais do que construir,
palavra sobre palavra, a casa de um homem, a sua história
José Agostinho Baptista

tudo ali está verdadeiramente a acontecer
Muriel de Walle Gomes


Depois de ler e voltar a ler estes textos que são Callema, apetece-me não fazer comentários. Acontece-me isto por vezes quando me deparo com um acidente, isto é, qualquer coisa que acontece sem que seja suposto acontecer, faço um ar espantado e olho. Ocorre-me de forma mais ou menos automática, e reforço este mais ou menos, um comentário feito há um tempo por Francis Ford Coppola: “Art is partly being available to accidents that fall into your lap. The ideal way to work on a project is to ask a question you don’t know the answer to.” Opto por não traduzir. Esse será um dos trabalhos do leitor.
Solicitamos a sua disponibilidade!
Sobre a nossa maneira de trabalhar digo apenas que somos curiosos profissionais. Não temos nem procuramos dar respostas. Esse é outro dos trabalhos do leitor. Nós temos as perguntas e perguntamos muito! Partilho com Francis a ideia de que a melhor maneira de trabalhar é não conhecer as respostas à partida. Estamos apenas nessa linha de partida e asseguramos que vamos correr pelo máximo de tempo possivel, esta é a unica promessa possivel, com esta Callema.
A Callema não tem partido político nem religião, não tem patrocinadores ou apoios institucionais, mas não nos sentimos sós – dividimos este projecto convosco. Não queremos com isto dizer que somos independentes, porque dependemos de alguns vícios... enfim, coisas próprias da condição humana... a cada um a sua história...
Resta-me agradecer a todos aqueles que trabalharam para que este número fosse possivel, destacando apenas Yolanda Castaño, a nossa convidada especial, bem como a Hugo Milhanas Machado, Ilídio J. B. Vasco, Rui Alberto e Nuno Silva, que comigo formam a direcção da Cooperativa Literária, entidade que suporta totalmente a edição desta revista semestral. A todos – muito obrigado!

Calema: Fenómeno natural da costa ocidental africana, caracterizado por grandes vagas de mar. A ondulação forma-se no alto-mar e a ressaca origina correntes muito fortes que, dirigindo-se para a costa, rebentam estrondosamente, provocando grandes estragos.
(Depois apeteceu-nos dobrar o l, para ver se causavamos mais estragos).

M. TIAGO PAIXãO

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